Atividades culturais e homenagens marcam cinco anos do massacre da Escola Taso da Silveira em Realengo Emoção marca homenagem aos jovens mortos na escola Taso da Silveira em Realengo

0
5

Uma vigília na noite dessa quarta-feira (6) deu início às homenagens às 12 crianças mortas há cinco anos dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Amigos e parentes acenderam velas e rezaram na porta da escola, em um momento de reflexão que durou cerca de uma hora.

Parentes dos alunos estiveram presentes na homenagem | Foto Rogério Silva
Parentes dos alunos estiveram presentes na homenagem | Foto Rogério Silva

Para marcar os cinco anos da tragédia, às 8h de hoje os alunos da Tasso da Silveira ficaram no pátio para o hasteamento da Bandeira do Brasil. Em seguida, soltaram balões. Às 8h15, horário em que Wellington começou a atirar, tem início o ato ecumênico na praça em frente ao colégio, onde estão as estátuas em homenagem às crianças. No início da noite, às 18h30, a Associação Anjos de Realengo será homenageada em sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Pequenas bandeiras foram colocadas nas estátuas feitas aos  jovens mortos na tragédia | Foto Rogério Silva
Pequenas bandeiras foram colocadas nas estátuas feitas aos jovens mortos na tragédia | Foto Rogério Silva

De acordo com Adriana, no domingo (9) haverá atividades culturais na região da escola, como grafitagem de muros, e a partir de segunda-feira a associação promoverá palestras, dentro da Semana da Cultura da Paz. O tema principal a ser tratado é o bullying – violência física ou psicológica praticada reiteradamente por um indivíduo ou grupo que causa dor e angústia na vítima.  Uma das hipóteses sobre o crime é que o atirador, com 23 anos na época, sofreu bullying na escola.

Balões foram soltos em homenagem as vítimas do massacre | Foto Rogério Silva
Balões foram soltos em homenagem as vítimas do massacre | Foto Rogério Silva

“Eu tenho que aprender a conviver com a toda essa dor, porque ela nunca vai me deixar. Confesso que cheguei aqui  achando que estava com o coração mais aliviado, foi só ver os alunos cantando o hino que tudo voltou à tona. Essa dor nunca vai acabar. Tenho aprender a conviver com ela seguir em frente e transformar a minha dor em luta”, disse Adriana Silveira, que perdeu a filha  Luiza de Paula, de 14 anos no massacre da Escola Taso da Silveira.

Mãe de uma jovem morta no massacre desabafa e diz que é difícil superar a dor de perder um filho de forma tão trágica | Foto Rogério Silva
Mãe de uma jovem morta no massacre desabafa e diz que é difícil superar a dor de perder um filho de forma tão trágica | Foto Rogério Silva

O subtenente da Polícia Militar Marcio Alves, que foi um dos primeiros policiais a chegar no local, evitou que a tragédia fosse ainda maior, também compareceu a homenagem feita às vítimas. “Infelizmente hoje não tenho o que comemorar, fico muito triste em voltar ao local onde tudo aconteceu”, disse “Alves”, que no dia a tragédia passava próximo ao local e foi alertado na rua por um aluno, entrou na escola e acertou o atirador no momento em que ele recarregava a arma para continuar os disparos.

Sub-Tenente Alves que na época era sargento, evitou uma tragedia ainda maior | Foto Rogério Silva
Sub-Tenente Alves que na época era sargento, evitou uma tragedia ainda maior | Foto Rogério Silva

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here