sábado , 21 outubro 2017
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Ato relembra a morte de 12 adolescentes no Colégio Tasso da Silveira em Realengo Evento na Escola Municipal Tasso da Silveira pediu paz nas unidades escolares do rio. Há seis anos, um jovem invadiu o local e atirou contra estudantes

Alunos que morreram na tragédia foram relembrados em estatuas de bronze | Foto Rogério Silva

Ás 8h desta sexta-feira (7), um ato ecumênico na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio lembrou os 12 estudantes, adolescentes, que em há seis anos foram mortos por um jovem que invadiu a escola. O movimento é organizado pela Associação dos Familiares e Amigos dos Anjos de Realengo.

Parentes dos alunos estiveram presentes na homenagem | Foto Rogério Silva
Parentes dos alunos estiveram presentes na homenagem | Foto Rogério Silva

Seis anos após a tragédia, Adriana Silveira, mãe de Luiza Paula da Silveira, uma das vítimas assassinadas, lamenta a situação da segurança nas escolas do Rio.

“Nada mudou. Eu fico muito triste, sabe. Depois de uma tragédia horrível como aquela, as nossas crianças continuam morrendo. Maria Eduarda morreu dentro de uma escola. Nossas escolas estão sem porteiro, sem segurança. A Guarda Municipal precisa estar na escola. Lugar de criança é dentro da escola, as nossas crianças estão hoje indo para as escolas para serem agredidas”, lamenta ela.

Adriana é a presidente da Associação Anjos de Realengo, Adriana Silveira, que fala pelas mães das vítimas da tragédia e, desde a chacina, trabalha com as escolas.

Mãe de uma jovem morta no massacre desabafa e diz que é difícil superar a dor de perder um filho de forma tão trágica | Foto Rogério Silva
Mãe de uma jovem morta no massacre desabafa e diz que é difícil superar a dor de perder um filho de forma tão trágica | Foto Rogério Silva

“Eu ando fazendo trabalho de ir às escolas, de dar palestra, eu faço sobre violência, trabalho com crianças. Trabalho que deveria ser do estado. Eu inclusive faço um apelo ao prefeito Crivella, gostaria que ele me recebesse, porque eu gostaria muito de conversar com ele sobre essas questões”, diz ela.

Sobre a proposta do prefeito de blindar as escolas, Adriana não acredita ser esta a solução. “Sinceramente? Eu não concordo! Acredito em prevenção. Acho que tem que ter porteiro, fazer ronda da Guarda Municipal nos horários de saída, psicólogos dentro das escolas pra identificar crianças que tem algum problema”, diz ela.

A bandeira nacional será hasteada dando início ao evento. O padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor do Corcovado que acompanha as famílias desde a tragédia participará do ato. Está prevista ainda a prece do pastor José Luiz, da Igreja Presbiteriana. A ideia é encerrar o ato com um abraço à Escola Municipal Tasso da Silveira.

Matéria do G1

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